Documentação
Relatos
9 de janeiro de 1902 - nascimento de Josemaria Escrivá

S. Josemaria Escriva em 1903
Poucas semanas antes da sua morte, procurando avaliar adequadamente a sua existência, manifestava um profundo sentido da Providência divina, ao dizer: "O Senhor fez-me ver que me conduziu pela mão". Entre os anos que vão de 1902 a 1975, há para ele um dia culminante: 2 de Outubro de 1928, a data da fundação do Opus Dei. Este facto sobrenatural marcou a sua vida de tal maneira, que em todas as referências autobiográficas se reflete a consciência indelével da sua missão pessoal. Assim, ao descrever a sua vinda ao mundo:
"Deus Nosso Senhor foi preparando as coisas para que a minha vida fosse normal e vulgar, desprovida de factos extraordinários.
Fez com que eu nascesse num lar cristão, como costumam ser os lares do meu país, de pais exemplares que praticavam e viviam a sua fé."
Josemaria nasceu no final de um dia de Inverno, por volta das dez da noite. Por essa razão, qualificava os seus primeiros momentos, um tanto humoristicamente, como passos de “noctâmbulo”, pois tinha começado a viver com uma noite inteira à sua frente. Na verdade, esse comentário era uma alusão velada à longa noite de obscuridade que, durante anos, envolveu a sua missão espiritual.
No dia seguinte, 10 de Janeiro, foi registado no Registo Civil, onde ficaram assentes, entre outros dados:
"Que o referido menino nasceu às vinte e duas horas do dia de ontem, no domicílio dos seus pais, Rua Mayor, nº 26.

A pia batismal onde foi batizado S. Josemaria a 13 de janeiro de 1902. Foi doada pelo Bispo e o Capítulo da Catedral del Barbastro, sua ciudade natal.
Dias mais tarde, a 13 de Janeiro, festa litúrgica da oitava da Epifania, na qual se comemorava o Batismo do Senhor, o pároco regente da Vigararia da Catedral de Barbastro pôs à criança, na pia batismal, os nomes que já constavam no Registo Civil: José, por ser o nome do pai e do avô; María, por devoção à Virgem Maria; Julián, por ser o nome do Santo do dia; e Mariano, por deferência para com o padrinho de batismo.
Anos mais tarde, Josemaria demonstrou um profundo agradecimento ao sacerdote que lhe conferiu este sacramento. O regente chamava-se Ángel Malo – um nome nada fácil de esquecer - e a sua memória seria diariamente recordada nas missas que o Pe. Josemaria celebrou durante meio século. E teve iguais sentimentos de gratidão para com os seus padrinhos de batismo.
De "O Fundador do Opus Dei", Vol. 1. Vazquez de Prada.
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