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Mês do Rosário
”Mas, no Rosário…dizemos sempre o mesmo! – Sempre o mesmo? E não dizem sempre a mesma coisa os que se amam?... – Além disso, repara: antes de cada dezena, indica-se o mistério a contemplar – Tu…já alguma vez contemplaste estes mistérios?” escreveu São Josemaria no prólogo de uma das edições do Santo Rosário. O da edição de 1945, foi escrito no Santuário de Fátima. Da última vez que aí esteve, em 1972, fomos muitos os que puderam acompanhá-lo a contemplar os mistérios do Terço,
Neste mês do Rosário, continua bem presente a peregrinação do Papa Bento XVI em Maio passado a Fátima onde rezou o Terço acompanhado da multidão que enchia o recinto do Santuário, em ardente vigília. Nas palavras que proferiu nessa ocasião exortou os fiéis a deixarem-se “atrair pelos mistérios de Cristo, os mistérios do Rosário de Maria”.
“Todos juntos, com a vela acesa na mão, lembrais um mar de luz à volta desta singela capelinha, amorosamente erguida em honra da Mãe de Deus e nossa Mãe, cujo caminho da terra ao céu foi visto pelos pastorinhos como um rasto de luz. Contudo nem Ela nem nós gozamos de luz própria: recebemo-la de Jesus. (…)
No nosso tempo em que a fé, em vastas zonas da terra, corre o perigo de apagar-se como uma chama que já não recebe alimento, a prioridade que está acima de todas é tornar Deus presente neste mundo e abrir aos homens o acesso a Deus. Não a um deus qualquer, mas àquele Deus que falou no Sinai; àquele Deus cujo rosto reconhecemos no amor levado até ao extremo (cf. Jo 13, 1) em Jesus Cristo crucificado e resucitado. (…) Não tenhais medo de falar de Deus e de ostentar sem vergonha os sinais da fé, fazendo resplandecer aos olhos dos vossos contemporâneos a luz de Cristo, tal como a Igreja canta na noite da Vigília Pascal que gera a humanidade como família de Deus.
Neste lugar é impressionante observar como três crianças se renderam à força interior que as invadiu nas aparições do Anjo e da Mãe do Céu. Aqui, onde tantas vezes se nos pediu que rezemos o Terço, deixemo-nos atrair pelos mistérios de Cristo, os mistérios do Rosário de Maria. A oração do Terço permite-nos fixar o nosso olhar e o nosso coração em Jesus, como sua Mãe, modelo insuperável da contemplação do Filho. Ao meditar os mistérios gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos ao longo das «Ave Marias», contemplamos todo o mistério de Jesus, desde a Encarnação até à Cruz e à glória da Ressurreição; contemplamos a participação íntima de Maria neste mistério e a nossa vida em Cristo hoje, também ela tecida de momentos de alegria e de dor, de sombras e de luz, de trepidação e de esperança. (…)
Oração do Santo Rosário, Discurso do Papa Bento XVI, Fátima, 12 de Maio de 2010
Ler O Santo Rosário
Neste mês do Rosário, continua bem presente a peregrinação do Papa Bento XVI em Maio passado a Fátima onde rezou o Terço acompanhado da multidão que enchia o recinto do Santuário, em ardente vigília. Nas palavras que proferiu nessa ocasião exortou os fiéis a deixarem-se “atrair pelos mistérios de Cristo, os mistérios do Rosário de Maria”.

No nosso tempo em que a fé, em vastas zonas da terra, corre o perigo de apagar-se como uma chama que já não recebe alimento, a prioridade que está acima de todas é tornar Deus presente neste mundo e abrir aos homens o acesso a Deus. Não a um deus qualquer, mas àquele Deus que falou no Sinai; àquele Deus cujo rosto reconhecemos no amor levado até ao extremo (cf. Jo 13, 1) em Jesus Cristo crucificado e resucitado. (…) Não tenhais medo de falar de Deus e de ostentar sem vergonha os sinais da fé, fazendo resplandecer aos olhos dos vossos contemporâneos a luz de Cristo, tal como a Igreja canta na noite da Vigília Pascal que gera a humanidade como família de Deus.
Neste lugar é impressionante observar como três crianças se renderam à força interior que as invadiu nas aparições do Anjo e da Mãe do Céu. Aqui, onde tantas vezes se nos pediu que rezemos o Terço, deixemo-nos atrair pelos mistérios de Cristo, os mistérios do Rosário de Maria. A oração do Terço permite-nos fixar o nosso olhar e o nosso coração em Jesus, como sua Mãe, modelo insuperável da contemplação do Filho. Ao meditar os mistérios gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos ao longo das «Ave Marias», contemplamos todo o mistério de Jesus, desde a Encarnação até à Cruz e à glória da Ressurreição; contemplamos a participação íntima de Maria neste mistério e a nossa vida em Cristo hoje, também ela tecida de momentos de alegria e de dor, de sombras e de luz, de trepidação e de esperança. (…)
Oração do Santo Rosário, Discurso do Papa Bento XVI, Fátima, 12 de Maio de 2010
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