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Ordenação sacerdotal

13 Maio 2015

Etiquetas: Amor de Deus, Igreja, Prelado do Opus Dei, Sacerdócio, Sacramentos, Vocação, membros do Opus Dei, Josemaria Escrivá
D. Javier Echevarría conferiu, no passado dia 9 de maio, a ordenação sacerdotal a 32 fiéis da prelatura do Opus Dei. A cerimónia realizou-se na basílica de Santo Eugénio (Roma). Os novos sacerdotes provêm de 14 países: Argentina, Áustria, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Espanha, Estados Unidos, Guatemala, México, Nigéria, Polónia, Quénia e Taiwan.
D. Javier Echevarría presidiu à cerimónia da ordenação presbiteral
D. Javier Echevarría presidiu à cerimónia da ordenação presbiteral


Na homilia, o prelado disse aos novos presbíteros que “com a vossa ordenação sacerdotal toda a Igreja se alegra”. E, com palavras do Papa Francisco, animou-os a viverem alegres porque “a alegria do sacerdote é um bem precioso, não para si próprio, mas para todo o povo fiel de Deus”.

Com a vossa ordenação sacerdotal toda a Igreja se alegra.
D. Javier Echevarría lembrou-lhes que “o sacerdócio é um chamamento gratuito que Deus dirige a alguns homens para o serviço da Igreja, sem ter em conta méritos precedentes nem outras considerações”. E acrescentou: “Agradeçamos ao Senhor a sua bondade e rezemos por eles e pelos sacerdotes do mundo inteiro (…). Sugiro-vos ao também que rezeis por todas as famílias do mundo, pois é no seio dos lares cristãos que Deus costuma suscitar – como num viveiro – as diversas formas de vocação para a santidade”.

“Queridos ordenandos, – continuou o prelado – pensai que desde agora sereis ministros e dispensadores dos mistérios de Deus. Explicareis a todos a Palavra de Deus; dispensareis a graça nos sacramentos, de um modo especial na Eucaristia e na Penitência, guiareis o povo cristão para as pastagens da vida eterna, também com a vossa oração e o vosso exemplo; e servireis de apoio às almas para que conheçam, cada vez melhor, as maravilhas da vida cristã”. E animou-os a considerar uma afirmação de S. Josemaria, fundador do Opus Dei: “o sacerdote não é um psicólogo, nem um sociólogo, nem um antropólogo: é outro Cristo, o mesmo Cristo, para atender as almas dos seus irmãos”.

D. Javier Echevarría estimulou os novos sacerdotes a “celebrar a Santa Missa do melhor modo possível. No sacrifício do altar todos nos deparamos, sacerdotes e leigos, com a graça de que necessitamos para a nossa santificação pessoal e para a santificação dos fiéis”.

Apresentamos, a seguir, o texto completo da homilia.

Homilia na ordenação presbiteral de diáconos da Prelatura do Opus Dei

Queridíssimos novos sacerdotes. Queridos irmãos e irmãs.

1. Na oração colecta, pedimos a Deus a graça de viver com renovado empenho estes dias de alegria em honra de Cristo ressuscitado. A ordenação sacerdotal destes diáconos sublinha de modo plástico o júbilo pascal que enche a Igreja. Estou certo de que esta alegria — como dizia o Papa Francisco há algumas semanas — «penetrou no íntimo do nosso coração, configurou-o e fortaleceu-o sacramentalmente». Esta realidade pode afirmar-se de cada cristão, já que todos fomos ungidos no Batismo e na Confirmação pelo Espírito Santo, que nos configurou com Cristo e nos fez participantes do seu único sacerdócio. Hoje, de modo diferente, estes nossos irmãos receberão uma nova unção do Paráclito, que os configurará com Cristo enquanto Cabeça da Igreja e lhes comunicará os poderes para desenvolver o ministério sacerdotal, em nome e com a autoridade do próprio Cristo.
Para vós, meus filhos, é um dia de alegria especial. E, convosco, alegra-se também a Igreja. «A alegria do sacerdote é, com efeito, um bem precioso, não só para ele próprio, mas para todo o povo fiel de Deus».

E elevemos as nossas súplicas diariamente pelo Papa, pelos Bispos, pelos sacerdotes, por toda a humanidade.
2. A vocação ao sacerdócio é uma chamada gratuita que Deus dirige a alguns homens para o serviço da Igreja, sem ter em conta méritos precedentes nem outras considerações. Este é o modo de atuar de Deus, como ensina a primeira leitura da Missa. Face à estreiteza de coração de alguns, que se opunham ao Baptismo dos primeiros gentios, São Pedro explica-lhes que Deus não faz aceção de pessoas, mas que em qualquer povo lhe é agradável todo o que O teme e pratica a justiça.
Comprovamos a grandeza do amor do Senhor — e não podemos saber quão infinito é — vendo também a procedência dos novos sacerdotes, que pertencem a quatro continentes e a quinze nações. Demos graças ao Senhor pela sua bondade e rezemos por eles e pelos sacerdotes do mundo inteiro. Dêmo-nos conta de que a Trindade dialoga com cada um de nós, também por meio de circunstâncias tão variadas. Ao mesmo tempo, sugiro-vos que rezeis por todas as famílias do mundo, já que no seio dos lares cristãos Deus costuma cultivar — como num viveiro — as diversas formas de vocação à santidade.
O sacerdócio, dizia, é uma chamada gratuita, mas tem uma importância insubstituível na Igreja. São Josemaria escreve que muitas coisas grandes dependem do sacerdote: temos Deus, trazemos Deus, damos Deus (...). Pensai nisto, nessa divinização até do nosso corpo; nessa língua que traz Deus; nessas mãos que O tocam, nesse poder de fazer milagres, ao administrar a graça. Nada valem todas as grandezas deste mundo, em comparação com o que Deus confiou ao sacerdote.

3. E vós, queridos ordenandos, pensai que a partir de agora sereis ministros e dispensadores dos mistérios de Deus. Explicareis a todos a Palavra de Deus; dispensareis a graça nos sacramentos, de modo especial na Eucaristia e na Penitência; guiareis o povo cristão aos pastos da vida eterna, também com a vossa oração e o vosso bom exemplo; e servireis de apoio às almas para que conheçam cada vez melhor as maravilhas da vida cristã.
Numa recente ordenação de presbíteros, o Papa Francisco expressava-se do seguinte modo: «Conscientes de que fostes escolhidos de entre os homens e constituídos no que se refere a Deus, exercitai com alegria e sincera caridade a obra sacerdotal de Cristo, procurando apenas agradar a Deus e não a vós mesmos».
Por esta razão — acrescento com palavras do nosso Fundador — o sacerdote deve ser exclusivamente um homem de Deus, recusando o pensamento de querer brilhar nos campos em que os demais cristãos não necessitam dele. O sacerdote não é um psicólogo, nem um sociólogo, nem um antropólogo: é outro Cristo, o próprio Cristo, para atender as almas dos seus irmãos.

4. Quereria recordar-vos brevemente alguns pontos em relação ao vosso futuro ministério. Em primeiro lugar, a pregação da Palavra de Deus. Ex abundantia cordis, os loquitur, afirma o Senhor no Evangelho[8]. Para falar de Deus, retirai da abundância do vosso coração bem unido ao seu Coração; para isto é preciso que cuideis da nossa meditação diária, aprofundando nos conteúdos da Sagrada Escritura com a ajuda do Espírito Santo.
No que diz respeito ao perdão dos pecados na Penitência, procurai sempre dar a absolvição; e se algum fiel não se encontra bem disposto, ajudai-o com paciência, com caridade, com espírito de sacrifício. O Senhor tinha misericórdia dos pecadores e chamava-os à conversão. E São Josemaria, que procurava atuar com um coração à medida do coração misericordioso de Jesus, não duvidou em escrever: ao atender as almas no santo sacramento da Penitência, lembrai-vos daquela passagem do Evangelho, quando o Senhor, à pergunta sobre quantas vezes se há-de perdoar, responde: não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete (Mt 18, 22). Sempre: perdoar sempre, também no sacramento da Penitência. Eu não tive inconveniente em perdoar, muitas vezes no mesmo dia, de muitas faltas da mesma matéria à mesma pessoa, porque non est opus valentibus medicus, sed male habentibus (Mt 9, 12); não são os que têm saúde que necessitam de médico, mas os doentes. E simultaneamente, tendes de fazer o que for necessário para que as almas não abusem da graça divina.
A Eucaristia! Não existem palavras que expressem de modo adequado a maravilha do sacramento eucarístico. Esforçai-vos cada dia por celebrar a Santa Missa do melhor modo possível. No sacrifício do altar encontramos todos — sacerdotes e leigos — a graça de que necessitamos para a nossa santificação pessoal e para a santificação dos fiéis. E não tenhais pressa! Dir-vos-ei com São Josemaria.
Felicito de novo os vossos pais, os familiares e amigos, todos os que participam nesta cerimónia e quantos não puderam estar aqui presentes. A todos peço que rogueis pelos novos sacerdotes; contam verdadeiramente com as vossas orações para serem dignos ministros d'Aquele que os amou com predileção e lhes chamou amigos.
Lembrai-vos também de mim nas vossas orações. E elevemos as nossas súplicas diariamente pelo Papa, pelos Bispos, pelos sacerdotes, por toda a humanidade.
Confiamos estas intenções à intercessão de Maria, Mãe da Igreja, no mês de maio que começámos, dedicado especialmente à Santíssima Virgem.
Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo!

opusdei.pt/pt-pt/

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