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Peixeiro e revolucionário

Varredor?, ministro?... santo!
Quando recebia notícias de que uma pessoa do Opus Dei assumia algum cargo importante, S. Josemaria frisava que lhe importava muito pouco a notoriedade profissional dos seus filhos. «Tanto me dá que seja ministro ou varredor, desde que se santifique no seu trabalho», comentou a um cardeal seu amigo quando este o felicitou pela nomeação como ministro de um membro da Obra.

Por isso S. Josemaria gostava de falar com Carlos Martínez ou de receber as suas cartas. Este ovetense - que nasceu em 1920 e faleceu no ano 2000 - era um generoso difusor de alegria e paz cristãs, a partir da sua peixaria. Os seus clientes (a maioria mulheres) eram pessoas a quem se propunha servir e ajudar.
Aos dez anos, faz parte de “Mundo Obrero”
Nascido na rua de Foncalada e filho de uma família numerosa e de reduzidos recursos, logo aos nove anos teve de abandonar os estudos e começar a trabalhar numa peixaria. Aos dez anos, fazia parte da célula comunista do seu bairro e à noite vendia o «Mundo Obrero». Apoiou a revolta de Outubro de 34 e esteve na prisão durante a Guerra Civil. Tinha ido a Gijón e um dos irmãos foi fuzilado por se recusar a indicar o seu paradeiro. Tentou fazer carreira literária em Madrid, onde conheceu Cela e outros escritores.
Uma revolução ainda mais profunda
Em 1954, pediu a admissão no Opus Dei. Desde então, desenvolveu um intenso trabalho de apostolado cristão, que teve como principais cenários Oviedo e as jazidas mineiras.
«Como membro do Opus Dei – conta no seu livro - pude viver a aventura da expansão do apostolado na nossa querida terra asturiana, que tocou tanta juventude inconformista e tantos homens robustos das minas. Uma luta contra a ignorância e a pobreza, sempre a favor da dignidade do homem e que teve um núcleo muito representativo no Centro Cultural Peñavera, que uniu tantas vontades e esforços nessa oculta e prodigiosa epopeia de formar face a Deus centenas de estudantes e de trabalhadores. Isso sim, com uma ajuda, a da Santina, que, desde Covadonga, deu alento à nossa tarefa».
Fonte: www.lne.es (Oviedo)
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