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Perdoa-me!, e abraçar-se... E para a frente

Mons. Javier Echevarría

Etiquetas: Defeitos, Matrimónio
O dever de fazer família em cada lar é um dever gratíssimo, que incumbe a todos: ao pai e à mãe, aos irmãos, aos avós, às pessoas que colaboram com o seu trabalho nas lides do lar. É uma tarefa que diz respeito a todos, porque todos temos de lutar contra o espírito de “reizinhos”, manifestação clara do apego ao nosso eu. Logicamente, é tarefa prioritária dos pais, que devem orientar todo o seu projeto de vida, acima de outros fins nobres, para a realização – o mais acabada possível – do modelo da Sagrada Família de Jesus, Maria e José. Embora não se possam evitar completamente algumas desavenças entre os cônjuges, os esposos cristãos devem esmerar-se em superá-las prontamente, pedindo perdão e perdoando.

São Josemaria compreendia e desculpava essas fraquezas, porque, “como somos criaturas humanas, pode-se brigar de vez em quando, mas pouco. E depois – acrescentava –, os dois devem reconhecer que têm eles a culpa e dizer um ao outro: “Perdoa-me!”, e abraçar-se... E para a frente! Mas que se note que já não voltais a ter brigas durante muito tempo. E diante dos filhos, pequenos ou crescidos, não brigueis nunca. As crianças, mesmo que sejam muito pequenas, reparam em tudo” (São Josemaria, Anotações tomadas numa tertúlia, 04.06.1974).

Este panorama maravilhoso, filhas e filhos meus que viveis a vossa vocação divina no matrimônio, manifesta-se também em sacrifícios geralmente pequenos, embora às vezes vos pareçam grandes. A responsabilidade de levar para a frente o vosso lar compete – cem por cento – ao pai e à mãe, em todas as ordens. Talvez um dos cônjuges, por exigências do trabalho, passe grande parte do tempo fora de casa; mas, ao regressar no fim do dia – mesmo que tenha sido um dia extenuante –, não pode desinteressar-se de tornar grata a convivência aos demais membros da família; como não pode dedicar-se a pensar com egoísmo no seu próprio descanso. Deveis dedicar ao outro cônjuge o carinho e as atenções a que tem direito, e aos filhos o tempo e o carinho de que precisam, sobretudo em algumas épocas mais importantes do seu desenvolvimento físico e afetivo.

Ler mais na carta do Prelado, de Maio de 2007, aos fiéis do Opus Dei em www.opusdei.org