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Qual o sentido da iconografia?

Como afirmava João Paulo II, “as suas vidas reflectem a bondade infinita e a santidade de Deus” (2) e propõem exemplos oportunos à imitação dos fiéis (3). Além disso, os Santos, “tendo alcançado a salvação eterna, cantam o louvor perfeito a Deus no céu e intercedem por nós” (4).
O Senhor escolheu concretamente São Josemaria, a fim de anunciar a vocação universal para a santidade e para o apostolado na Igreja. Gostaríamos que estas imagens, como disse Bento XVI quando benzeu a estátua do Fundador do Opus Dei na Basílica de São Pedro, animassem “a cumprir fielmente o trabalho quotidiano no espírito de Cristo e a servir com amor ardente a obra da redenção” (5).
A iconografia diz respeito, não só à história da arte, mas também à história da civilização em geral, e do pensamento humano. Reflecte os progressos do pensamento, os matizes da sensibilidade de cada momento histórico; e assim, tal como uma palavra pode ter várias acepções simultâneas ou sucessivas, uma imagem pode sugerir, conforme as épocas, ideias muito diversas.

(1) cfr. CIC, c. 1186
(2) João Paulo II, Enc. Veritatis Splendor, n. 107
(3) Concilio Vaticano II, Const. Sacrosantum Concilium, n. 111
(4) Ibid., n. 104
(5) Bento XVI, Bênção da estátua de São Josemaria na Basílica de São Pedro, em: San Josemaría en la Basílica de San Pedro, Firenze, Pacini, 2008, p.1
(6) João Paulo II, Carta aos artistas, Roma, 1999
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