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S. Josemaria e o Vaticano

Luis Cano

Etiquetas: Opus Dei, Papa, Roma
A revista Studia et Documenta publicou um artigo sobre a primeira estadia de S. Josemaria Escrivá em Roma, em 1946, onde manteve contactos – muito intensos e ao mais alto nível – com a Cúria Romana. Antes de mais, teve uma audiência com Pio XII, cumprindo assim o seu antigo desejo de fazer uma romaria, uma peregrinação a Roma, videre Petrum, para ver o sucessor de S. Pedro.

S. Josemaria em Roma.
S. Josemaria em Roma.
Foram dois longos meses, em que estabeleceu muitos contactos e iniciou amizades que viriam a ter um papel relevante na história do Opus Dei. Trabalhou para fazer avançar a aprovação como instituição de direito pontifício, de que a Obra necessitava, e para a dar a conhecer nos ambientes romanos.


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A urgência em fazer avançar a aprovação pontifícia do Opus Dei era o principal objectivo da viagem, mas não era o único. Como é natural, S. Josemaria desejava encontrar-se com o Papa, se fosse possível. O seu amor ao Romano Pontífice era grande, como é bem sabido e como demonstrou nessa primeira noite de oração na Cidade Eterna. Também desejava obter indulgências e alguns privilégios de carácter litúrgico ou devocional, não só pelo seu valor em si, que tanto apreciava, mas também porque pressupunham um reconhecimento implícito da bondade do espírito do Opus Dei por parte da Santa Sé. Além disso, propunha-se conseguir relíquias de mártires romanos, levado pela sua devoção aos primeiros cristãos e com o desejo de reforçar na Obra a união com a Sede de Pedro, a romanidade do Opus Dei.

Bênção autógrafa de Pio XII para S. Josemaria
Bênção autógrafa de Pio XII para S. Josemaria
Realidade nova
Em 1946, a Obra era bastante conhecida e apreciada por muitos bispos e eclesiásticos espanhóis, mas como qualquer instituição católica que aspira a uma difusão universal, o Fundador queria dá-la a conhecer na Cúria Romana. Os contactos que surgiram por ocasião das diversas iniciativas foram uma boa ocasião para explicar a nova realidade do Opus Dei a bastantes eclesiásticos e a outras pessoas. Já antes dessa viagem, S. Josemaria tinha decidido abrir um centro do Opus Dei em Roma e estava a procurar uma casa adequada. A sua estadia na Cidade Eterna, como veremos, reforçou ainda mais essa determinação e serviu para dar alguns passos nesse sentido.
A poucos dias de chegar, S. Josemaria recebeu uma bênção autografada de Pio XII; Álvaro del Portillo tinha-a solicitado há algum tempo a Giovanni Battista Montini, sabendo quanta alegria esse detalhe iria dar ao Fundador. O texto é o seguinte: «Ao nosso amado filho / José Maria Escrivá de Balaguer / Fundador da Sociedade Sacerdotal / da Santa Cruz e do Opus Dei / com uma Bênção especial / 28 de Junho de 1946 / Pius pp. XII». José Orlandis descreveu-a assim aos directores da Obra em Espanha: «A bênção está escrita, com o punho e com a letra do Papa, no reverso de uma estampa com a sua efigie em que está impresso o selo de sua Santidade [...]. Essas bênçãos, todas pelo seu punho e letra, não são concedidas pelo Papa a quase ninguém. Já podeis imaginar a enorme alegria do Padre».


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