Iniciativas em todo o mundo
TOT: Training of Trainers
Foi em 2003 que, inspirado nos ensinamentos de S. Josemaria, nasceu o projecto Training of Ttrainers (Formação de Formadores) para as mulheres do Quénia interessadas em converter-se em proprietárias de microempresas.
Não importa qual o nível de conhecimentos das candidatas à formação, tão pouco importa a sua capacidade económica, o que é importante neste projecto - nascido com a ajuda da Fundação Kianda e da União Europeia – é que as participantes estejam dispostas a esforçar-se, a aproveitar o tempo, a serem constantes na realização das suas tarefas e assumam a responsabilidade no cumprimento das obrigações contraídas. Este projecto destina-se sobretudo a mulheres de Ngariga, Riara e Ngong que quiserem ser promotoras e proprietárias de microempresas e assim melhorar o nível económico das suas famílias.
Desde o início do projecto TOT, 1.279 mulheres beneficiaram do programa. A maior parte tem entre 25 e 30 anos de idade embora haja algumas com mais de 60 anos. Estas são avós que tiveram que voltar a trabalhar para tomarem conta dos netos, órfãos porque os seus pais morreram de SIDA.
De. 4000 a 30.000 KSH por mês, e as contas pagas pontualmente
Priscilla é uma mulher já de certa idade, de Karmithu. Antes de assistir ao curso básico de TOT vendia roupa usada no mercado de Limuru, duas vezes por semana. Não tinha conhecimentos de marketing e expunha as peças para venda - normalmente sujas e enrugadas – amontoadas no chão. Depois da formação, optou por abrir uma “boutique” em Kamirthu, a povoação onde vive, com excelentes resultados. Hoje em dia expõe a roupa – seleccionada, limpa e bem passada a ferro – pendurada em cabides, por tipo, (mulheres, homens, crianças…) tornando-a mais atraente. Vai ao mercado central onde importam, por atacado, roupa em segunda mão e escolhe o que quer vender. Além do mais, tem muito bom gosto para combinar blusas, saias, lenços, etc. Antes, com sorte, ganhava 1.000 KSH numa semana, agora ganha em média 30.000 por mês (1.000 KSH equivalem a 10 euros). Isto vai permitir-lhe ampliar o negócio, alugar o espaço ao lado para poder ter maior variedade de artigos. Mantém uma contabilidade rigorosa, como aprendeu no curso. Costuma dizer que o TOT mudou a sua vida. Hoje sabe o que quer dizer lucro, marketing, contabilidade, poupança, entre muitas outras coisas.
Universitárias com espírito de serviço
No começo do projecto TOT (Training of Trainers) está uma ideia de S. Josemaria Escrivá: É necessário que a Universidade incuta nos estudantes uma mentalidade de serviço: serviço à sociedade, promovendo o bem comum através do trabalho profissional e da actuação pública. “Os universitários devem ser responsáveis, sentir uma sã inquietação pelos problemas dos outros e um espírito generoso que os leve a enfrentar estes problemas e a procurar encontrar-lhes a melhor solução. É missão da Universidade dar tudo isto aos estudantes”. (Temas actuais do Cristianismo, n. 74).
A iniciativa é liderada por universitárias que estudam Gestão ou Economia. “Explico-lhes – diz Susana Kinyua, directora do programa - qual a situação das mulheres da zona e qual o nosso objectivo. Em seguida têm uma série de sessões sobre desenvolvimento e aquisição de hábitos. Durante este tempo as estudantes visitam as casas das 80 mulheres que acederão ao programa do curso e pedem-lhes que respondam a um questionário”.
Numa segunda fase têm início as sessões sobre como conseguir um negócio lucrativo: planificação, elaboração de orçamentos, contabilidade, marketing, viabilidade económica e poupança. Cada estudante encarrega-se de ajudar um pequeno grupo de participantes a planear a sua própria empresa.
As estudantes acompanham as senhoras durante 6 meses para ajudá-las a resolver os problemas que possam surgir, estudar as iniciativas e avaliar a capacidade de desenvolvimento futuro. Além disso a Fundação Kianda põe-nas em contacto com programas de micro-crédito e ajudam-nas a conseguir empréstimos para melhorar os negócios.
Electricidade, lavatório e planos de investimento
Wangari é casada e vive com os dois filhos num bairro de lata de nome Mathare no povoado de Ngong. Quando a mãe de Wangari ficou cega, o pai abandonou a família, e a mãe teve de educar os filhos, sozinha. Em 2008 conheceu Kianda Foundation por intermédio do projecto TOT. Quando terminou o curso o marido que é carpinteiro construiu-lhe um pequeno espaço de chapa de zinco (mabati) em que instalou um cabeleireiro. Conseguiu um empréstimo de 16.000 KSH (cerca de 160 euros) para ligar a electricidade na sua casa e no cabeleireiro. Depois, comprou um secador para penteados com tranças e novas técnicas que rendem bastante. Agora os lucros são suficientes para sustentar a família, comprar alimentos, roupa e cobrir as restantes despesas da casa.
A família melhorou muito. Este ano quer comprar um fogão a gás. Ao ver o êxito de Wangari, o marido montou uma carpintaria com dois amigos seus. Ela abriu uma conta poupança no banco e está a tentar conseguir um empréstimo para melhorar o negócio.
Profissão e dimensão social
A educação e o acesso a meios de autonomia económica são pontos-chave. As mulheres precisam de pedir crédito e de adquirir os conhecimentos necessários para melhorar a produtividade das suas actividades. Os planos de micro-financiamento são uma forma de ajudar as mulheres que demonstraram repetidamente capacidade para devolver os empréstimos. A falta de oportunidades é uma das características dos que vivem em condições de pobreza extrema.
O Papa Bento XVI refere-se frequentemente nos seus escritos à necessidade de uma solidariedade concreta. “Existirão sempre também situações de necessidade material, para as quais é indispensável uma ajuda na linha de um amor concreto ao próximo (…) Este trabalho tão difundido é uma escola de vida para os jovens, educando-os na solidariedade e a estar disponíveis para dar não só algo mas a si mesmos” (Deus Caritas est, 25-12-2005, n. 28-30)
Para a maioria das estudantes o facto de participar no projecto ajudou-as a trabalhar com mentalidade profissional: aprenderam a aproveitar melhor o tempo, a ser constantes na realização das suas tarefas e a ser responsáveis no cumprimento das suas obrigações. Dizem que gostariam de dar uma dimensão social às suas profissões introduzindo, por exemplo, determinados objectivos para melhorar o desenvolvimento da comunidade nas organizações em que vierem a trabalhar.

As aulas de TOT são dadas por universitárias, estudantes de Gestão e Economia
Não importa qual o nível de conhecimentos das candidatas à formação, tão pouco importa a sua capacidade económica, o que é importante neste projecto - nascido com a ajuda da Fundação Kianda e da União Europeia – é que as participantes estejam dispostas a esforçar-se, a aproveitar o tempo, a serem constantes na realização das suas tarefas e assumam a responsabilidade no cumprimento das obrigações contraídas. Este projecto destina-se sobretudo a mulheres de Ngariga, Riara e Ngong que quiserem ser promotoras e proprietárias de microempresas e assim melhorar o nível económico das suas famílias.
Desde o início do projecto TOT, 1.279 mulheres beneficiaram do programa. A maior parte tem entre 25 e 30 anos de idade embora haja algumas com mais de 60 anos. Estas são avós que tiveram que voltar a trabalhar para tomarem conta dos netos, órfãos porque os seus pais morreram de SIDA.

Priscilla abriu uma “boutique” na terra onde vive, Kamitithu
Priscilla é uma mulher já de certa idade, de Karmithu. Antes de assistir ao curso básico de TOT vendia roupa usada no mercado de Limuru, duas vezes por semana. Não tinha conhecimentos de marketing e expunha as peças para venda - normalmente sujas e enrugadas – amontoadas no chão. Depois da formação, optou por abrir uma “boutique” em Kamirthu, a povoação onde vive, com excelentes resultados. Hoje em dia expõe a roupa – seleccionada, limpa e bem passada a ferro – pendurada em cabides, por tipo, (mulheres, homens, crianças…) tornando-a mais atraente. Vai ao mercado central onde importam, por atacado, roupa em segunda mão e escolhe o que quer vender. Além do mais, tem muito bom gosto para combinar blusas, saias, lenços, etc. Antes, com sorte, ganhava 1.000 KSH numa semana, agora ganha em média 30.000 por mês (1.000 KSH equivalem a 10 euros). Isto vai permitir-lhe ampliar o negócio, alugar o espaço ao lado para poder ter maior variedade de artigos. Mantém uma contabilidade rigorosa, como aprendeu no curso. Costuma dizer que o TOT mudou a sua vida. Hoje sabe o que quer dizer lucro, marketing, contabilidade, poupança, entre muitas outras coisas.

O projecto TOT inspirou-se nos ensinamentos de São Josemaria
No começo do projecto TOT (Training of Trainers) está uma ideia de S. Josemaria Escrivá: É necessário que a Universidade incuta nos estudantes uma mentalidade de serviço: serviço à sociedade, promovendo o bem comum através do trabalho profissional e da actuação pública. “Os universitários devem ser responsáveis, sentir uma sã inquietação pelos problemas dos outros e um espírito generoso que os leve a enfrentar estes problemas e a procurar encontrar-lhes a melhor solução. É missão da Universidade dar tudo isto aos estudantes”. (Temas actuais do Cristianismo, n. 74).
A iniciativa é liderada por universitárias que estudam Gestão ou Economia. “Explico-lhes – diz Susana Kinyua, directora do programa - qual a situação das mulheres da zona e qual o nosso objectivo. Em seguida têm uma série de sessões sobre desenvolvimento e aquisição de hábitos. Durante este tempo as estudantes visitam as casas das 80 mulheres que acederão ao programa do curso e pedem-lhes que respondam a um questionário”.
Numa segunda fase têm início as sessões sobre como conseguir um negócio lucrativo: planificação, elaboração de orçamentos, contabilidade, marketing, viabilidade económica e poupança. Cada estudante encarrega-se de ajudar um pequeno grupo de participantes a planear a sua própria empresa.

Desde que o projecto TOT começou, 1 297 mulheres beneficiaram já do programa
As estudantes acompanham as senhoras durante 6 meses para ajudá-las a resolver os problemas que possam surgir, estudar as iniciativas e avaliar a capacidade de desenvolvimento futuro. Além disso a Fundação Kianda põe-nas em contacto com programas de micro-crédito e ajudam-nas a conseguir empréstimos para melhorar os negócios.
Electricidade, lavatório e planos de investimento
Wangari é casada e vive com os dois filhos num bairro de lata de nome Mathare no povoado de Ngong. Quando a mãe de Wangari ficou cega, o pai abandonou a família, e a mãe teve de educar os filhos, sozinha. Em 2008 conheceu Kianda Foundation por intermédio do projecto TOT. Quando terminou o curso o marido que é carpinteiro construiu-lhe um pequeno espaço de chapa de zinco (mabati) em que instalou um cabeleireiro. Conseguiu um empréstimo de 16.000 KSH (cerca de 160 euros) para ligar a electricidade na sua casa e no cabeleireiro. Depois, comprou um secador para penteados com tranças e novas técnicas que rendem bastante. Agora os lucros são suficientes para sustentar a família, comprar alimentos, roupa e cobrir as restantes despesas da casa.
A família melhorou muito. Este ano quer comprar um fogão a gás. Ao ver o êxito de Wangari, o marido montou uma carpintaria com dois amigos seus. Ela abriu uma conta poupança no banco e está a tentar conseguir um empréstimo para melhorar o negócio.

O Santo Padre Bento XVI
A educação e o acesso a meios de autonomia económica são pontos-chave. As mulheres precisam de pedir crédito e de adquirir os conhecimentos necessários para melhorar a produtividade das suas actividades. Os planos de micro-financiamento são uma forma de ajudar as mulheres que demonstraram repetidamente capacidade para devolver os empréstimos. A falta de oportunidades é uma das características dos que vivem em condições de pobreza extrema.
O Papa Bento XVI refere-se frequentemente nos seus escritos à necessidade de uma solidariedade concreta. “Existirão sempre também situações de necessidade material, para as quais é indispensável uma ajuda na linha de um amor concreto ao próximo (…) Este trabalho tão difundido é uma escola de vida para os jovens, educando-os na solidariedade e a estar disponíveis para dar não só algo mas a si mesmos” (Deus Caritas est, 25-12-2005, n. 28-30)
Para a maioria das estudantes o facto de participar no projecto ajudou-as a trabalhar com mentalidade profissional: aprenderam a aproveitar melhor o tempo, a ser constantes na realização das suas tarefas e a ser responsáveis no cumprimento das suas obrigações. Dizem que gostariam de dar uma dimensão social às suas profissões introduzindo, por exemplo, determinados objectivos para melhorar o desenvolvimento da comunidade nas organizações em que vierem a trabalhar.
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