São Josemaria Escrivá. Fundador do Opus Dei - Opus Dei: vida, obras e mensagem de São Josemaria Escrivá, fundador do Opus Dei. Fotos, Videos, Testemunhos do Brasil e Portugal. O que é Opus Dei: um caminho de santidade que coloca o trabalho e as circunstancias habituais no centro do encontro pessoal com Deus. http://www.pt.josemariaescriva.info/ <![CDATA[17 de maio de 1992: beatificação de Josemaria Escrivá]]> A 17 de maio de 1992 sua santidade o Papa João Paulo II beatificou, na praça de São Pedro -Roma- Josemaria Escrivá De Balaguer, fundador do Opus Dei e Josefina Bakhita, canossiana.]]> <![CDATA[A Ascensão]]> Os onze discípulos partiram para a Galileia, para o monte que Jesus lhes tinha designado. Ao verem-No, adoraram-No, mas houve alguns que duvidaram. Aproximou-Se Jesus e falou-lhes nestes termos: Foi-Me dado todo o poder no Céu e na Terra. Ide, pois, doutrinai todas as gentes, baptizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-as a observar tudo o que vos mandei. Sabei que Eu estou convosco todos os dias até à consumação dos séculos (Mt 28, 16-20).

Mas, quando o Espírito Santo vier sobre vós, recebereis uma força e sereis Minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da Terra.

Dito isto, elevou-Se à vista deles e uma nuvem subtraiu-O a seus olhos
(Act 1, 8-9).

Corredimir com Cristo
«Cristo subiu aos céus, mas transmitiu a tudo o que é honestamente humano a possibilidade concreta de ser redimido. (…) Não me cansarei de repetir, portanto, que o mundo é santificável e que a nós, cristãos, nos toca especialmente essa tarefa, purificando-o das ocasiões de pecado com que os homens o tornam feio, e oferecendo-o ao Senhor como Hóstia espiritual, apresentada e dignificada com a graça de Deus e o nosso esforço. Em rigor, não se pode dizer que haja nobres realidades exclusivamente profanas, uma vez que o Verbo se dignou assumir uma natureza humana íntegra e consagrar a Terra com a sua presença e com o trabalho das suas mãos. A grande missão que recebemos, no Baptismo, é a co-redenção. Urge-nos a caridade de Cristo (Cfr. 2 Cor 5, 14) para tomar sobre os nossos ombros uma parte dessa tarefa divina de resgatar as almas. (…)

Uma grande tarefa
Temos uma grande tarefa à nossa frente. Não é possível a atitude de ficarmos passivos porque o Senhor declarou expressamente: negociai até eu vir (Lc 19, 13). Enquanto esperamos o regresso do Senhor que voltará a tomar posse plena do seu Reino não podemos estar de braços cruzados. A extensão do Reino de Deus não é só tarefa oficial dos membros da Igreja que representam Cristo, por d’Ele terem recebido os poderes sagrados. Vos autem estis corpus Christi (1 Cor. 12, 27), vós também sois Corpo de Cristo, ensina-nos o Apóstolo, com o mandato concreto de negociar até ao fim.

Ainda está tanta coisa por fazer. Será que em vinte séculos não se fez nada? Em vinte séculos trabalhou-se muito. Não me parece, nem objectivo nem honrado o afã de alguns em menosprezar a tarefa daqueles que nos precederam. Em vinte séculos realizou-se um grande trabalho, e, com frequência, foi muito bem realizado. Outras vezes houve desacertos, regressões, como também há agora retrocessos, medo, timidez, ao mesmo tempo que não falta valentia, generosidade. Mas a família humana renova-se constantemente; em cada geração é preciso continuar com o empenho de ajudar o homem a descobrir a grandeza da sua vocação de filho de Deus e é necessário inculcar o mandamento do amor ao Criador e ao nosso próximo».
Cristo que passa, nn. 120-121

No coração de cada pessoa
«Nunca falo de política. Não penso na tarefa dos cristãos na terra como o nascer duma corrente político-religiosa – seria uma loucura -, nem mesmo com o bom propósito de difundir o espírito de Cristo em todas as actividades dos homens. O que é preciso é pôr em Deus o coração de cada um, seja ele quem for. Procuremos falar a todos os cristãos, para que no lugar onde estiverem – em circunstâncias que não dependem apenas da sua posição na Igreja ou na vida civil, mas do resultado das mutáveis situações históricas -, saiba dar testemunho, com o exemplo e com a palavra, da fé que professam.

O cristão vive no mundo com pleno direito, por ser homem. Se aceita que no seu coração habite Cristo, que reine Cristo, em todo o seu trabalho humano encontrar-se-á – bem forte – a eficácia salvadora do Senhor. Não tem qualquer importância que essa ocupação seja, como costuma dizer-se, alta ou baixa, porque um máximo humano pode ser, aos olhos de Deus, uma baixeza, e o que chamamos baixo ou modesto pode ser um máximo cristão de santidade e serviço».
Cristo que passa, n. 183]]>
<![CDATA[Mês de maio]]> Desde há mais de 700 anos que maio é um mês centrado em Maria, Mãe de Jesus. Muitas pessoas aproveitam para se reunirem a rezar o terço em família ou praticar outras devoções marianas.]]> <![CDATA[Pedi-lhe três coisas]]> Dou graças a Deus pelos favores recebidos através da intercessão de S. Josemaria Escrivá. Pedi-lhe que tudo corresse bem na minha gravidez e durante o parto, e que não tivesse problemas. Graças a Deus tudo correu bem.
Pedi-lhe também que o meu marido encontrasse um trabalho estável e graças a Deus encontrou. Pedi-lhe que me tirasse uma dor e tirou. Estou muito agradecida por todos estes favores e tenho fé em que sempre escutará as minhas petições. Publicá-las-ei sempre. Obrigado!
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<![CDATA[As Prelaturas Pessoais]]> Ultimamente, o tema das prelaturas pessoais voltou a estar na ordem do dia, constituindo, por isso, uma oportunidade de fazer algumas perguntas ao Prof. Eduardo Baura, Professor de Direito Canónico na Universidad Pontifícia da Santa Cruz, a fim de compreender melhor esta figura jurídica da Igreja Católica.

As Prelaturas pessoais dependem diretamente do Papa?
As Prelaturas pessoais são regidas por um prelado investido do poder de governo mas, sob a jurisdição suprema do Papa. Dependem do Papa do mesmo modo que as dioceses ou outras circunscrições eclesiásticas, através da Congregação para os Bispos ou, se for caso disso, da Congregação para a Evangelização dos Povos.

As Prelaturas pessoais são independentes dos Bispos?
Dependem, do mesmo modo que dependem todas as circunscrições, do Ordinário que as governa. As Prelaturas não substituem a autoridade dos bispos diocesanos, são uma ajuda adicional às suas atividades pastorais. Os fiéis das prelaturas pessoais continuam a fazer parte das igrejas locais ou das dioceses onde têm o seu domicílio e por conseguinte, estão sujeitos à autoridade dos bispos locais, da mesma forma que todos os outros fiéis. Antes de iniciar a atividade numa diocese a Prelatura deve obter o consentimento do respetivo Bispo diocesano.

Que significa o adjetivo "pessoal"?
Usa-se o termo “pessoal” por contraposição a “territorial”. Territoriais são, por exemplo, as dioceses, que estão delimitadas por um território, a que pertencem os fiéis que residem nesse local. No caso das prelaturas pessoais, o âmbito da jurisdição e da missão é determinado segundo um critério pessoal isto é, de acordo com o tipo de pessoas a quem se dirige. Por exemplo, no caso dos Ordinariatos Castrenses (de que fazem parte os membros das forças armadas, independentemente do local onde residem); acontece também nos ordinariatos pessoais (como os dos anglicanos cujo povo é formado por fiéis vindos do anglicanismo que livremente tenham querido fazer parte dos mesmos) e na prelatura pessoal do Opus Dei (de que fazem parte fiéis de todo o mundo e de diferentes condições; une-os o desejo de viver e difundir o chamamento universal à santidade na vida corrente).

Para que servem as Prelaturas pessoais?
As Prelaturas pessoais são circunscrições eclesiásticas, previstas pelo Concílio Vaticano II e pelo Código de Direito Canónico, para desenvolver, com grande flexibilidade, atividades pastorais particulares, úteis aos fiéis de diferentes dioceses. Constituem uma das formas de organização da Igreja para desenvolver a sua missão e responder às necessidades pastorais que dificilmente uma diocese pode realizar. Uma prelatura pessoal pode assumir o cuidado de fiéis que não se identificam com o critério territorial mas, com o critério pessoal (por exemplo pertencer a uma categoria profissional, pertencer a uma determinada nação ou língua, optar por receber uma formação específica ou por outras razões).

Para quem quiser aprofundar o tema das prelaturas pessoais, recomenda-se a entrevista com o então Secretário da Congregação para os Bispos, D. Francesco Monterisi, atualmente Cardeal Arcipreste da Basílica de São Paulo Extramuros: www.opusdei.pt

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<![CDATA[A Prelatura do Opus Dei]]> O que é uma Prelatura pessoal?

No direito da Igreja Católica, a figura jurídica denominada prelatura pessoal foi prevista pelo Concílio Vaticano II. O decreto conciliar Presbyterorum ordinis (7.12.1965), nº 10, estabelecia que para "a realização de tarefas pastorais peculiares, a favor de diferentes grupos sociais em determinadas regiões ou nações, ou mesmo em todo o mundo", se poderiam constituir de futuro, entre outras instituições, "peculiares dioceses ou prelaturas pessoais".

Que características têm as Prelaturas pessoais?

O Concílio procurava delinear uma nova figura jurídica, com grande flexibilidade, a fim de contribuir para a difusão efectiva da mensagem e vivência cristãs: a organização da Igreja respondia, deste modo, às exigências da sua missão, inserida na história dos homens.

As prelaturas pessoais – auspiciadas pelo Vaticano II, como foi dito – são entidades à frente das quais há um Pastor (um prelado, que pode ser bispo, que é nomeado pelo Papa e governa a prelatura com potestade de regime ou jurisdição); juntamente com o prelado, há um presbitério composto por sacerdotes seculares, e fiéis leigos, homens e mulheres.

As prelaturas pessoais são, portanto, instituições pertencentes à estrutura hierárquica da Igreja, isto é, um dos modos de auto-organização que a Igreja se dá a si mesma em ordem à consecução dos fins que Cristo lhe atribuiu, com a característica de que os seus fiéis continuam a pertencer também às igrejas locais ou dioceses em que têm o seu domicílio.

Erecção do Opus Dei como Prelatura pessoal

O Opus Dei foi erigido por João Paulo II em prelatura pessoal de âmbito internacional mediante a Constituição apostólica Ut sit, com data de 28 de Novembro de 1982. Pelas características apresentadas, as prelaturas pessoais diferenciam-se claramente dos movimentos e associações de fiéis, bem como dos institutos religiosos e de vida consagrada em geral. O Direito Canónico prevê que cada uma das prelaturas pessoais seja regulada pelo direito geral da Igreja e pelos seus próprios estatutos.

A Prelatura do Opus Dei

Antes de ser erigido em Prelatura, o Opus Dei era já uma unidade orgânica integrada por leigos e sacerdotes a cooperar num trabalho pastoral e apostólico de âmbito internacional. Essa missão cristã concreta consiste em difundir o ideal de santidade no meio do mundo, no trabalho profissional e nas circunstâncias normaisde cada um.
Paulo VI e os Romanos Pontífices que se lhe seguiram determinaram que se estudasse a possibilidade de dar ao Opus Dei uma configuração jurídica definitiva adequada à sua natureza, que à luz dos documentos conciliares, era a de prelatura pessoal.

Em 1969 começaram os trabalhos para realizar essa adequação, com intervenção tanto da Santa Sé como do Opus Dei. Estes trabalhos terminaram em 1981. Nessa altura, a Santa Sé enviou um relatório aos mais de dois mil bispos das dioceses onde estava presente o Opus Dei, para que fizessem chegar as suas observações.

Cumprido este passo, o Opus Dei foi erigido por João Paulo II em prelatura pessoal de âmbito internacional mediante a Constituição apostólica Ut sit, com data de 28 de Novembro de 1982, executada em 19 de Março de 1983. Com este documento, o Romano Pontífice promulgou os Estatutos que são a lei particular pontifícia da prelatura do Opus Dei. Estes estatutos são os que haviam sido preparados pelo fundador anos atrás, apenas com as mudanças imprescindíveis para os adaptar à nova legislação.

Pertencem à Prelatura do Opus Dei sacerdotes e leigos, homens e mulheres das mais variadas proveniências geográficas e culturais.

Relação do Opus Dei com as dioceses

A Prelatura do Opus Dei é uma estrutura jurisdicional que pertence à organização pastoral e hierárquica da Igreja. Tem, tal como as dioceses, as prelaturas territoriais, os ordinariatos castrenses, etc., a sua própria autonomia e jurisdição ordinária para a procecussão da sua missão ao serviço de toda a Igreja.

Por esse motivo, depende imediata e directamente do Romano Pontífice, através da Congregação para os Bispos.

O Prelado do Opus Dei

O Prelado do Opus Dei é, actualmente, o Bispo D. Javier Echevarría.
A potestade do prelado estende-se a quanto se refere à missão peculiar da Prelatura.

a) Os fiéis leigos do Opus Dei continuam a ser fiéis das dioceses em que residem e, por consequência, continuam submetidos à potestade do bispo diocesano do mesmo modo e nas mesmas questões que os demais baptizados. Estão submetidos à potestade do prelado em tudo o que se refere ao cumprimento dos compromissos peculiares - ascéticos, formativos e apostólicos – assumidos na declaração formal de incorporação na Prelatura. Estes compromissos, pela sua matéria, não interferem com a potestade do bispo diocesano.

b)Os diáconos e presbíteros incardinados na Prelatura pertencem ao clero secular e estão plenamente sob a potestade do prelado. Ao mesmo tempo, devem fomentar relações de fraternidade com os membros do presbitério diocesano e observar cuidadosamente a disciplina geral do clero. Gozam de voz activa e passiva na constituição do conselho presbiteral da diocese.

De igual modo, os bispos diocesanos, com a vénia prévia do prelado, ou, quando for o caso, do seu vigário, podem confiar aos sacerdotes do presbitério da Prelatura cargos ou ofícios eclesiásticos (párocos, juízes, etc.) de que apenas darão conta ao bispo diocesano e que desempenharão seguindo as suas directrizes.

Que tarefas levam a cabo os fiéis do Opus Dei?

O trabalho que os fiéis do Opus Dei levam a cabo não se limita a um campo específico, como a educação, o cuidado dos doentes ou a ajuda a deficientes, porque cada um procura aproximar de Deus as pessoas com quem convive, realizando uma profunda sementeira de paz e de alegria no meio em que se encontra. A prelatura quer lembrar a todos os cristãos que devem cooperar na solução cristã dos problemas da sociedade e devem dar testemunho constante da sua fé no ambiente em que se vivem.

Coordenação entre a prelatura do Opus Dei e as dioceses

Os Estatutos do Opus Dei estabelecem os critérios para as relações de coordenação entre a Prelatura e as dioceses em cujo âmbito territorial a Prelatura leva a cabo a sua missão específica. Algumas das características dessas relações são as seguintes:

a) Não se inicia o trabalho do Opus Dei nem se procede à erecção canónica de um centro da prelatura sem o consentimento prévio do bispo diocesano.

Para erigir igrejas da Prelatura, ou quando se confiam a esta igrejas já existentes nas dioceses – e quando for o caso, paróquias – estipular-se-á um convénio entre o bispo diocesano e o prelado ou o vigário regional em causa; nelas serão observadas as determinações gerais da diocese relativas às igrejas que têm à sua frente clero secular.

c) As autoridades regionais da Prelatura informam regularmente e mantêm um relacionamento habitual com os bispos das dioceses onde a Prelatura desempenha o seu trabalho pastoral e apostólico, bem como com os bispos que exercem cargos directivos nas Conferências Episcopais e com os seus respectivos organismos.]]>
<![CDATA[Sonsoles, maio de 1935]]> O Santuário de Sonsoles em Ávila foi cenário de um acontecimento que faz parte da biografia de S. Josemaria Escrivá e da história do Opus Dei: “a romaria de Maio”. Como se enraizou este costume no Opus Dei?

Damos a conhecer um estudo publicado em Studia et Documenta. Trata-se do comentário a um memorando escrito por Josemaria Escrivá e Ricardo Fernández Vallespín em maio de 1935, sobre a peregrinação que fizeram no dia 2 daquele mês ao Santuário de Nossa Senhora de Sonsoles, em Ávila.

Descarregar o artigo completo. (em espanhol).

Crónica de um protagonista
“O motivo – escreve - Ricardo Fernández Vallespín – foi uma promessa feita a Nossa Senhora, muito antes de ser da Obra, quando me encontrava de cama, doente e por isso impedido de fazer o exame de projetos na Escola de Arquitetura (o que para mim significava terminar o curso um ano mais tarde). Prometi a Nossa Senhora visitá-la no seu Santuário de Sonsoles, fazendo a pé o percurso de Ávila ao Santuário, se conseguisse ser aprovado o que humanamente parecia difícil. Contudo, os meus amigos, que faziam o exame comigo, terminaram o meu projeto e consegui passar.”

“Sinto vergonha pelo tempo que levei a cumprir esta promessa. Lembrei-me dela muitas vezes, mas nunca mais fixava a data, e ia adiando até que, há uns dias, o disse ao Padre e combinámos ir os dois, no dia 2 de Maio. Uns dias depois, José María G. Barredo juntou-se à romaria.”

“Saímos da cidade pelo lado do convento de S. Tomás e seguimos por um atalho: o Santuário avistava-se de longe pois o dia estava limpo e, em Ávila, a atmosfera é clara e transparente. Durante o caminho o Padre disse que com esta romaria iniciávamos um costume na Obra (...). O caminho é longo e a subir (uns 5 km) e quanto acabámos o Rosário, comecei a andar mais depressa e cheguei ao Santuário bastante antes do Padre e de Barredo, entrei na ermida e pedi perdão à Senhora, de joelhos, por ter demorado tanto tempo a cumprir a promessa (…)”.

Como nasce um costume?
A 7 de Maio de 1935, cinco dias depois da romaria, Josemaria Escrivá refere-a, de passagem, nos seus Apontamentos Íntimos: Ali, em Ávila, nasceu um costume mariano que se cumprirá, para sempre, na obra. Nada mais digo, porque se fala disto aparte”.

A peregrinação a Sonsoles pertence não tanto ao âmbito da sua vida espiritual como ao da história da Obra. Uma Obra de Dios,pois, ainda in fieri quanto às suas diretrizes pastorais e ao acervo dos seus costumes (esse conjunto de práticas que ajudam os fiéis do Opus Dei a manter um diálogo habitual com Deus e a viver a caridade): este é o contexto em que se enquadra a romaria de Sonsoles.

“Os Costumes foram sendo introduzidos na residência de Ferraz de forma gradual e tão normal que de início quase passaram despercebidos”, escreveria anos depois precisamente quem acompanhou Josemaria Escrivá e Fernández Vallespín na romaria a Sonsoles. “As primeiras tertúlias a que assisti depois de pedir a admissão eram muito parecidas com as que temos agora, mas não se chamavam tertúlias nem começavam nem acabavam de forma formal”.

Assumir uma antiga tradição cristã
Da mesma forma, a romaria nasceu como costume naquele dia 2 de maio de 1935 com os seus traços substanciais: Uma visita a Nossa Senhora, no mês de Maio, com espírito de oração e de penitência – se é possível, percorre-se uma parte do caminho a pé – com sentido apostólico, rezando uma parte do rosário à ida, outra à volta e outra – a correspondente ao dia da semana em que se faz a romaria, com a ladainha – no santuário ou em frente da imagem de Nossa Senhora que se foi visitar.

A romaria, claro está, inovava muito pouco: a peregrinação aos santuários marianos, particularmente em Maio, é uma tradição secular.

Por último, nunca é demais sublinhar, que aquele contexto de work in progress (para usar um termo da gíria laboral) requeria, por parte de S. Josemaria, sensibilidade não só sobrenatural como histórica: registar fielmente as inspirações através das quais Deus ia especificando o espírito e modos do Opus Dei era uma tarefa importantíssima. “O Padre tirava notas a todos os momentos” continua González Barredo. “Ia para o quarto e escrevia o que acabava de ver, recolhia experiência da realidade vivida. Esta foi uma característica fundamental porque estava tudo por fazer e era necessário escrever tudo”.

O memorando sobre a romaria a Sonsoles confirma que esta responsabilidade foi cumprida.

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<![CDATA[Um serviço à sociedade]]> Mais de 3 000 pessoas participaram na Missa celebrada ontem por D. Javier Echevarría, Grão-Chanceler, por ocasião do 50º aniversário da Clínica da Universidade de Navarra. A cerimónia realizou-se nas instalações do Complexo desportivo da Universidade e pôde ser acompanhada do exterior – através de um ecrã de grandes dimensões – e pela Internet.

Ciência e Calor humano
(Agência EFE) À cerimónia assistiram mais de três mil pessoas, entre elas a delegada do Governo em Navarra, Cármen Alba, o presidente da câmara de Pamplona, Enrique Maya, e o conselheiro de Educação do Governo regional, José Iribas, segundo um comunicado da Clínica.

Com o prelado do Opus Dei concelebraram a Eucaristia o vigário geral da Prelatura, Fernando Ocáriz; o vigário do Opus Dei em Espanha e vice-grão-chanceler da Universidade de Navarra, Ramón Herrando; o vigário do Opus Dei da Delegação de Pamplona, Rafael Salvador; e o diretor da Capelania da Clínica da Universidade de Navarra, Narciso Sánchez.

Na homilia, J. Echevarría recordou que o fundador do Opus Dei, Josemaria Escrivá, demonstrou “uma solicitude especial pelos doentes” e foi o principal impulsionador da Clínica.

Referiu-se também à fundação do Opus Dei, em 1928, como “caminho de santificação no trabalho profissional e nas circunstâncias quotidianas do cristão” e onde os seus membros, “por amor ao mundo, procuram dar o melhor que têm: a preparação científica, humanista e técnica, o desejo de serviço, a alegria da fé, a alegria de ter encontrado Jesus Cristo”.

E em relação à Clínica da Universidade de Navarra, J. Echevaría referiu que “tanto a ciência médica como o calor humano, num ambiente familiar, são importantes para aliviar a dor, sempre que seja possível”.

A Clínica, afirmou ainda, é “uma grande ‘fábrica’ de ciência e de santidade” contribuindo “significativamente” para a melhoria dos cuidados de saúde, além de ser “relevante” a sua importância para o futuro, já que os católicos, segundo o prelado, sentem-se chamados “a redescobrir os caminhos mais adequados para a nova evangelização da sociedade civil”, que terá de “superar velhos modelos de tecnicismos fechados ao espírito para se abrir plenamente ao serviço de cada homem e de todos os homens”.

Agência EFE, Pamplona, 29 de abril de 2012
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<![CDATA[Aliviar a dor]]> S. Josemaria achava que o sofrimento tinha um lugar no plano da Redenção. Costumava repetir: "a dor física, quando se pode tirar, tira-se. Já há bastantes sofrimentos na vida! E, quando não se pode tirar, oferece-se". É sob esta perspetiva que nasce o Hospital Centro de Cuidados Laguna, em Madrid, unidade de saúde dedicada ao cuidado de doentes que sofrem de enfermidades em fase avançada, e idosos que precisam de assistência. A iniciativa foi promovida pela Fundação Vianorte.

Anualmente, mais de 250 000 pessoas em Espanha necessitam de cuidados paliativos para controlar a dor e outros sintomas provocados por doenças em fase terminal. O objectivo dos cuidados paliativos consiste em tentar eliminar ou reduzir ao máximo a dor e melhorar tanto quanto possível a qualidade de vida do doente.

S. Josemaria e os doentes em Madrid

Embora Laguna seja atualmente uma realidade em pleno funcionamento, as suas origens são recentes. Situamo-nos no dia 8 de Janeiro de 2003, último dia do centenário do nascimento do fundador do Opus Dei. Um grupo de umas cem pessoas, convocadas pela Fundação Vianorte, reuniu-se no terreno destinado ao futuro Hospital, para a cerimónia de colocação e bênção da primeira pedra.

A data não é mera coincidência, porque S. Josemaria, ao longo da sua vida, impulsionou a criação de vários projectos sociais, educativos e assistenciais como expressão do empenho dos cidadãos em contribuir para a solução das necessidades da sociedade, e sensibilizou muitas pessoas neste sentido.

A Fundação Vianorte inspirou-se no trabalho que Josemaria Escrivá tinha levado a cabo nos anos trinta entre os doentes e moribundos, sobretudo no Hospital General de Madrid e no Hospital del Rey,, unidade especializada em doenças contagiosas graves, que naquela época não tinham cura. Como ele próprio dizia, o trabalho nos hospitais e a proximidade com o sofrimento foram as raízes onde foi buscar as forças necessárias nos começos do Opus Dei.

"Fazer com que o doente viva a vida que tem pela frente"

O Hospital Laguna atende pessoas com doenças em fase avançada através de cuidados paliativos, de um centro de dia para idosos, de uma residência de repouso familiar e um serviço de reabilitação para doentes com Alzheimer, além de um centro dedicado à formação e à investigação.

"Uma das questões quanto aos cuidados paliativos, afirma o Dr. Antonio Noguera, subdiretor clínico do Centro, consiste em que estes doentes são pessoas geralmente muito idosas ou em situação de inconsciência, que permanecem sob sedação até aos últimos momentos. Na verdade, um doente pode ter dores intensas, dificuldades respiratórias, medo, angústia, uma família muito preocupada…"

"O meu trabalho consiste em tratar todos esses sintomas e conseguir que viva a vida que tem pela frente da melhor maneira possível, com uma família que possa estar a seu lado. Com cuidados médicos e uma assistência adequada os doentes podem viver perfeitamente conscientes, serenos, sem dores ou com incómodos mínimos, e levando uma vida cognitivamente bastante normal."

María Clavel é a coordenadora da equipe psicossocial: "os doentes não estão simplesmente à espera da morte; estão vivos e irão falecer quando chegar a sua hora; mas agora cabe-lhes viver, com a ajuda da sua família, dos voluntários que vêm visitá-los, e de muitas outras coisas. Aqui ajudamo-los a viver até ao último dia da sua vida".

Os voluntários, parte de uma “pequena família”

“É um trabalho muito enriquecedor, que me oferece a possibilidade de aprender lições que não se ensinam nas escolas nem na universidade – explica uma voluntária de Laguna -: o valor da família, a importância de um sorriso cheio de carinho, a profunda riqueza do amor, o sentido do sofrimento ou a esperança”.

Assim o entendem também as famílias dos doentes atendidos no Centro. María Carmen Marcos, filha de um destes doentes, dizia-o emocionada numa carta: “Começo estas linhas com ‘querida família’ porque para mim é o que são. Pelo menos, têm estado a acompanhar-me e a confortar-me nos momentos mais difíceis e dolorosos da minha vida, a morte de meu pai, e graças a vós, os seus últimos dias foram cheios de ternura, de bem-estar, de sorrisos. Por muitos anos que viva, nunca o poderei esquecer”.

Descarregar o folheto de Laguna]]>
<![CDATA[16.5.1970]]> Inicia uma novena na Basílica de Guadalupe, no México, para pedir pela paz no mundo, pela Igreja e pelo Romano Pontífice: “Vim ver a Virgem [...]]]> <![CDATA[Nossa Senhora e São José]]> Num encontro com sacerdotes diocesanos na Guatemala, o Fundador do Opus Dei fala-lhes da devoção a Nossa Senhora e a São José na vida do sacerdote]]> <![CDATA[Um médico, um sacerdote]]> Um médico pergunta a S. Josemaria como evitar a rotina no trabalho. A resposta: ter "alma sacerdotal", procurar que os doentes se aproximem de Deus.]]> <![CDATA[Conheces alguém perfeito?]]> A santidade pode parecer uma tarefa impossível. Ser santo é ser perfeito, em quê? Ronan, um jovem de Belfast, comenta o que descobriu como projeto de vida.]]> <![CDATA[Papa aos participantes do UNIV 2012]]> Em particular saudo os universitários provenientes de todo o mundo que participam no congresso internacional UNIV 2012. Que a vossa peregrinação a Roma vos faça aprofundar no amor de Cristo e da Sua Igreja. Recordo o que dizia S. Josemaria Escrivá: "Tudo o que se faz por Amor adquire Beleza e Grandeza"]]>